Estudo alerta para população áreas críticas de erosão com risco de desabamento em João Pessoa

  • Fri, 09/Aug/2019

Três das mais visitadas áreas turísticas de João Pessoa apresentam uma situação crítica de erosão costeira, ocasionando deslizamento e desmoronamentos, colocando em risco a integridade física dos visitantes. É o que indica os relatórios do Projeto de Iniciação Científica Monitoramento das Áreas Críticas de Erosão Costeira da Falésia do Cabo Branco - Litoral Sul de João Pessoa–PB, promovido pelo IESP, coordenado pelo professor do Curso de Engenheiro Civil, o geógrafo Williams Guimarães.  O estudo alerta a população sobre a situação da Praça de Iemanjá (que está interditada), da Barreira (Falésia) do Cabo Branco e da Praia do Seixas, litoral sul do município, sugerindo uma melhor sinalização dos riscos da região, principalmente na área da praia.

Os dados foram obtidos através de levantamentos topográficos, realizados a cada dois meses e fotográficos entre setembro de 2018 a julho de 2019, ainda em processo de andamento.  A erosão é um processo que desgasta, basicamente, o material sedimentar ou arenoso dessa região. O processo pode ser agravado por ações naturais, como por exemplo, chuvas intensas e ação de batimento das ondas, amplificada pela degradação ambiental promovida pelo homem. A área representa um setor importante para o município de João Pessoa, não só por estar inserida em uma região metropolitana, mas por estar próximo de pontos turísticos conhecidos nacionalmente, como o Farol do Cabo Branco e a Estação Cabo Branco.

O professor Williams alerta os usuários que costumam frequentar os locais estudados que fiquem atentos ao transitar, pois, segundo ele, sinalizações existentes são consideradas insuficientes para informar os riscos de acidente, principalmente, nas áreas turísticas. “Um acidente neste local pode ser fatal. Caso algum usuário sofra um acidente, levando em consideração, se a sua posição for ao topo da Barreira, seria uma queda de, aproximadamente, 30 metros. Em caso de deslizamento, se estiver transitando próximo ao sopé da falésia, pode ser soterrado. Esses locais têm um índice de visitação considerado alto, pois aproximadamente 76% dos turistas que vêm a João Pessoa visitam o Farol do Cabo Branco e, 57% a Estação Cabo Branco, embora esteja mais afastada da falésia, também apresentam riscos, já que os turistas usam as áreas adjacentes para fazer fotografias. O mirante do Cabo Branco, onde a rodovia já foi quase totalmente erodida, também é outro ponto de alto risco de acidente”, alertou.

Segundo o professor, são necessárias mais placas de avisos na parte superior da falésia e também na parte da praia, onde não há sinalização adequada orientando sobre os riscos. Na parte superior, até existem placas de sinalização, mas na parte da praia não há nenhum tipo de informação que oriente os usuários a não se aproximarem destes pontos. Além disso, o professor sugere que seja realizado um trabalho de capacitação com a população local, para que o morador ou comerciante que atue nos arredores seja um “agente multiplicador que repasse informações sobre a erosão e áreas críticas”.

O Projeto de Iniciação Científica faz parte do Programa de Responsabilidade Social do IESP e conta com 09 (nove) alunos do curso de Engenharia Civil da instituição.




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